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Visitou-me a tua ausência.

por Fernando Lopes, 8 Out 15

Sem ti, nada sou. Deambulo pelas ruas da vida, perdido num local estranho.

 

Sem ti, nada vejo. Faltam-me os olhos que guiam, a contra luz que obscurece e ofusca.

 

Sem ti, nada oiço. O canto das sereias não é nada comparado com a tua voz. Ruídos sem sentido, cacofonia, nada mais.

 

Sem ti, nada sinto. Pega num coração morto, troféu sem valor como o dos assassinos de Inês de Castro. É assim o meu, apagado, inexistente, pedaço de carne morto. Sem ti não bate, movimenta-se maquinalmente.

 

Sem ti, nada penso. Porque me falta a tua luz que torna simples o complexo, fácil o difícil.

 

Sem ti, nada amo. Ensinaste-me que o amor é o único sentimento verdadeiramente completo. Sem ele nada me distingue de um morto vivo, arrastando-se sem como nem porquê.

 

Sem ti, não existo.

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4 comentários

De henedina a 10.10.2015 às 14:07

Meio gaja realizo me pelos afectos...todos os homens tb se realizam pelos afectos e alguns não; ).
Todas as mulheres...e algumas não :)

De Fernando Lopes a 10.10.2015 às 20:09

Esta seguro que me iria responder assim. :)

De henedina a 10.10.2015 às 20:52

Sou tão previsível...

De Fernando Lopes a 10.10.2015 às 20:58

Eu é que já a vou conhecendo.

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