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Visitou-me a tua ausência.

por Fernando Lopes, 8 Out 15

Sem ti, nada sou. Deambulo pelas ruas da vida, perdido num local estranho.

 

Sem ti, nada vejo. Faltam-me os olhos que guiam, a contra luz que obscurece e ofusca.

 

Sem ti, nada oiço. O canto das sereias não é nada comparado com a tua voz. Ruídos sem sentido, cacofonia, nada mais.

 

Sem ti, nada sinto. Pega num coração morto, troféu sem valor como o dos assassinos de Inês de Castro. É assim o meu, apagado, inexistente, pedaço de carne morto. Sem ti não bate, movimenta-se maquinalmente.

 

Sem ti, nada penso. Porque me falta a tua luz que torna simples o complexo, fácil o difícil.

 

Sem ti, nada amo. Ensinaste-me que o amor é o único sentimento verdadeiramente completo. Sem ele nada me distingue de um morto vivo, arrastando-se sem como nem porquê.

 

Sem ti, não existo.

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3 comentários

De Henedina a 10.10.2015 às 08:23

Pronto Fernando!!! 
Eu volto a comenta-lo!!!...eheheheh


Ana, concordo em absoluto! 
É até por essa razão que eu tenho um medo "absoluto" de amar e ficar a babar...
Babar, babar...só em lactente ;) já disse isso a um candidato...acho que babei um bocadinho...;)
Sou impulsiva, a possibilidade de ficar dependente se amar julgo que será altíssima...vou perguntar a uma agência de rating primeiro...

De Henedina a 10.10.2015 às 10:14

Tenha sentido de humor poeta!..."Carago" ;)

De Fernando Lopes a 10.10.2015 às 13:06

Coisa que ainda vou tendo é sentido de humor. Estes «desabafos» são meio ficcionais, meio autobiográficos, não há que levar a coisa à letra. O meu sentir é assim: De voz grossa e barba espessa, sou meio gaja, realizo-me pelos afectos. Há mal nisso? 

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