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Visitou-me a tua ausência.

por Fernando Lopes, 8 Out 15

Sem ti, nada sou. Deambulo pelas ruas da vida, perdido num local estranho.

 

Sem ti, nada vejo. Faltam-me os olhos que guiam, a contra luz que obscurece e ofusca.

 

Sem ti, nada oiço. O canto das sereias não é nada comparado com a tua voz. Ruídos sem sentido, cacofonia, nada mais.

 

Sem ti, nada sinto. Pega num coração morto, troféu sem valor como o dos assassinos de Inês de Castro. É assim o meu, apagado, inexistente, pedaço de carne morto. Sem ti não bate, movimenta-se maquinalmente.

 

Sem ti, nada penso. Porque me falta a tua luz que torna simples o complexo, fácil o difícil.

 

Sem ti, nada amo. Ensinaste-me que o amor é o único sentimento verdadeiramente completo. Sem ele nada me distingue de um morto vivo, arrastando-se sem como nem porquê.

 

Sem ti, não existo.

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1 comentário

De Ana A. a 08.10.2015 às 20:42

Gosto da prosa poética. Mas, confesso, que os estados de alma que denotam uma dependência exacerbada do outro, me causa um certo desconforto. Decididamente não é a minha praia. :)

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