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Se algum dia não quiseres o teu marido…

por Fernando Lopes, 24 Abr 16

Vivemos estórias tão inverosímeis que parecem efabulação. Sou amigo há imensos anos de um daqueles casais de namorados de infância que «deram certo». A minha amiga é de Belas-Artes, ele engenheiro informático. Um tipo adorável: é habilidoso, sempre bem-disposto, colabora nas tarefas domésticas, toca guitarra. A antítese deste cão sarnento de raça indefinida que vos escreve.

 

Essa minha amiga tinha uma colega de faculdade completamente choné. Psicótica, com a mania da perseguição, era um desafio que qualquer psiquiatra não desdenharia.

 

Convidam-na para jantar. Ele desdobra-se na sua habitual simpatia, prepara caipirinhas, ajuda no jantar, põe a mesa, sempre com uma piada e sorriso como é o seu jeito. A choné não resiste e observa:

 

- Olha, o teu marido é bem-parecido, jeitoso, colaborante, simpático. Se algum dia não o quiseres, avisa-me, precisava de um tipo assim.

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17 comentários

De Fernando Lopes a 25.04.2016 às 09:29

Nenhum preconceito. O corpo avaria, a cabeça também, mas não me inibo de usar a linguagem que me apetece mesmo que politicamente incorrecta. Um dos grandes momentos de ternura que presenciei foi com uma doente mental. 


http://diariodopurgatorio.com/324605.html

De Lucília a 25.04.2016 às 11:16

...sei bem desse amor, Fernando.Sei bem.
Agora comoveu.me.

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