Saltar para: Post [1], Comentar [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Parado.

por Fernando Lopes, 29 Mar 14

Há momentos em que a vida pára. Não no sentido de morte, mas na encruzilhada em que não  estamos certos do caminho a seguir. Continuamos fiéis a ideais e princípios transformando-nos numa imitação barata de Quixote, adaptámo-nos ao tempo estranho que corre, deixámo-nos ir na corrente ou nadamos vigorosamente contra?

 

Não tive vontade de sair do quente e recolhido útero materno, debati-me 7 horas para levar com este mundo nas ventas. Na verdade não nasci, obrigaram-me, pressentia que tudo o que se recorda são efemeridades de fortuna e alegria. Nasci roxo, como qualquer criança que luta para não nascer. De forma estranha, quase premonitória, vinha com a cor do luto em mim.  

 

Assim, perdido e parado, olho em volta sem saber o rumo. Melhor manter a cerviz direita, escolher um destino e seguir a estrada. A algum sítio me há-de levar.

Autoria e outros dados (tags, etc)

1 comentário

De Carlos Azevedo a 30.03.2014 às 05:11

Manter a cerviz direita, escolher um destino e seguir a estrada, como escreveste, parece-me uma boa opção. Até porque, como Saramago escreveu em epígrafe ao seu «A Viagem do Elefante», «Sempre chegamos ao sítio aonde nos esperam».

Abraço.

Comentar:

De
Ainda não tem um Blog no SAPO? Crie já um. É grátis.
Comentário
Máximo de 4300 caracteres

Pesquisar

Pesquisar no Blog

Feedback

subscrever feeds