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Os papéis de género já eram.

por Fernando Lopes, 1 Dez 14

Em 40 anos quanto mudou. Quando era criança os papéis de género era coisa bem definida: o macho provedor, a fêmea fada do lar. A mãe sempre trabalhou, o que à época era caso raro. Hoje em dia é vulgar ver um homem entre tachos e panelas ou uma mulher de berbequim na mão. Cá por casa, a minha mulher tem muito mais dotes para a bricolage que eu.

 

Mas a verdadeira revolução dá-se entre os jovens e crianças. Com uma filha de apenas nove anos admiro com frequência o quanto os paradigmas se alteraram. O raio da miúda anda a fazer colecção de cromos de futebol, actividade totalmente masculina quando tinha a sua idade. Surpreendi-me quanto os rapazes desataram a fazer pulseiras de elásticos com grande entusiamo. Há uns anos atrás seria coisa marcadamente feminina. Hoje, as equipas de futebol são escolhidas independentemente do sexo, tendo em consideração apenas a qualidade dos jogadores(as). Para mal dos meus pecados, o jeito da cria para a bola custa-me uma fortuna em sapatilhas.

 

Daqui a dez, quinze anos, o abraço castrador das coisas de menino e menina não será mais que uma «estória» de velhos marinheiros como eu. Ainda bem.

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