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O direito a não gostar de alguém.

por Fernando Lopes, 17 Dez 16

Sou um homem de pessoas, quem me conhece sabe que rapidamente estabeleço empatias, cumplicidades, sem que isso signifique algum interesse esconso. É o meu jeito. Num mundo em que os afectos são tão efémeros quanto os interesses, convencionou-se que temos de gostar todos de todos, como se o planeta fosse uma infindável fraternidade. Não é. Tem mais traição, ódio, intriga, que lealdade, amor, frontalidade. Na escola, no trabalho, nas relações sociais não afectivas – e daqui excluo esse meu porto de abrigo que é a amizade – todos esperam que gostemos de todos. Perdoem-me, mas existe gente de que gosto de não gostar. Em alguns casos tenho boas razões para isso.

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4 comentários

De Carlos A. de Carvalho a 19.12.2016 às 11:16

Embora não seja um leitor da bíblia , sou partidário do olho por olho , dente por dente . Trato de acordo como sou tratado . Tem algumas pessoas ( poucas ) de quem não gosto no meu trabalho e a reciproca é verdadeira . 

De Fernando Lopes a 19.12.2016 às 18:29

Nisso, procuro ignorar. Como disse Gandhi «Olho por olho, e o mundo acabará cego».

De Alice Alfazema a 20.12.2016 às 08:27

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De Fernando Lopes a 20.12.2016 às 13:00

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