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Meu Deus, fui «piropeado».

por Fernando Lopes, 31 Jan 17

 

Confesso que já me não acontecia desde finais dos anos 80, início dos 90. Uma rapariga mandou-me uma piada ininteligível e uma tentativa de assobio – é por todos sabido que as raparigas que assobiam alto não casam. Olhei à volta para ver se era mesmo comigo, a moça sorriu com ar malandro. Ultraje! Procurei um bófia para fazer queixa, mas é sabido que as FdaP das autoridades nunca aparecem quando delas necessitamos. Queria seguir conselho dos camaradas do Bloco, ser o primeiro macho a apresentar queixa por ter sido piropeado. Senti-me ridículo e apercebi-me do que já aqui tinha escrito. Um piropo, desde que não seja ordinário ou vulgar, não traz mal ao mundo. Outra verdade é que os papéis de género já não são o que eram, nos dias de hoje uma mulher pode mandar uma piada a um homem sem que caia o Carmo e a Trindade por causa disso, e sem que o visado – neste caso o vosso humilde escriba – se sinta ferido, objectificado, sexualizado, e uma série de advérbios que a boa esquerda usa em circunstâncias análogas.

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2 comentários

De Anónimo a 01.02.2017 às 12:27

Não sou nem nunca fui pretensiosa, mas uma das coisas  de que o avançar na idade me libertou, foi dos piropos. 
Tenho dito!
MM

De Fernando Lopes a 01.02.2017 às 12:34

Há por aí muito cegueta. Estamos a falar de brincadeira, não de mau gosto.
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    Só agora vi a mensagem anterior - note-se que quem...

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    Não volta?!Vá lá...Escrever faz bem...e ler também...

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    Que será feito do gerente desta coisa?Filipe em es...

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