Saltar para: Post [1], Comentar [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Jogar à roleta russa com a vida.

por Fernando Lopes, 16 Abr 15

Existem tantas formas de viver quanto homens à face da terra; de certo modo somos únicos porque vivemos vidas únicas. Há vidas que fazem a diferença, mas são muito poucas. Nessa massa informe a que chamamos «pessoas comuns» o que nos distingue não é a vida que levamos mas sobretudo como a vivemos. Admiro as pessoas que têm um certo desprezo pela normalidade, que mesmo fazendo parte dela a vêem com distanciamento e pensamento crítico, integrados à força numa realidade que os repugna profundamente.

 

É exactamente o que sinto em relação à minha «vidinha normal»; um profundo asco, vergonha de ser marioneta num mundo de títeres. De modo modesto procuro ignorar o bom senso, o padrão, evito fazer o que de mim é esperado, sonho ser livre.

 

Quando fumo, bebo, praguejo, transgrido, insulto, ignoro, repudio, estou de certa forma a praticar um exercício de liberdade. Sem a coragem dos loucos, anseio muitas vezes pela morte, pelo esquecimento, que já desejei vezes suficientes para me transformar num caso clínico.

Autoria e outros dados (tags, etc)

1 comentário

De pimentaeouro a 19.04.2015 às 01:05

Não fui  «anormal», fui atípico e critico com tudo o que me cerca. Fiz coisas fora do tempo e de modo errado, um caso quase perdido.
Quem não desejou a morte que lance a primeira pedra; felizmente a vontade de viver puxa-nos para cima e felizmente também a vida é tão ou mais complicada do que nós.
Vivamos, pois.

Comentar:

De
Ainda não tem um Blog no SAPO? Crie já um. É grátis.
Comentário
Máximo de 4300 caracteres

Pesquisar

Pesquisar no Blog

Feedback

subscrever feeds