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Jogar à roleta russa com a vida.

por Fernando Lopes, 16 Abr 15

Existem tantas formas de viver quanto homens à face da terra; de certo modo somos únicos porque vivemos vidas únicas. Há vidas que fazem a diferença, mas são muito poucas. Nessa massa informe a que chamamos «pessoas comuns» o que nos distingue não é a vida que levamos mas sobretudo como a vivemos. Admiro as pessoas que têm um certo desprezo pela normalidade, que mesmo fazendo parte dela a vêem com distanciamento e pensamento crítico, integrados à força numa realidade que os repugna profundamente.

 

É exactamente o que sinto em relação à minha «vidinha normal»; um profundo asco, vergonha de ser marioneta num mundo de títeres. De modo modesto procuro ignorar o bom senso, o padrão, evito fazer o que de mim é esperado, sonho ser livre.

 

Quando fumo, bebo, praguejo, transgrido, insulto, ignoro, repudio, estou de certa forma a praticar um exercício de liberdade. Sem a coragem dos loucos, anseio muitas vezes pela morte, pelo esquecimento, que já desejei vezes suficientes para me transformar num caso clínico.

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3 comentários

De golimix a 17.04.2015 às 14:41

Eu já tive uma fase de ansiar a morte para ter paz física. E olha que não é um sentimento agradável. Portanto, vê lá se anseias mas é pelo sorriso da tua filha, pelas palavras dos teus amigos bloguers, pelos abraços dos amigos e pelo beijo doce da esposa. Ok?
😉

De Fernando Lopes a 17.04.2015 às 19:11

Já me conheces há uns tempitos, e sabes que de quando em vez estes ciclos depressivos tomam conta de mim, mas não é assim com tantos?

De golimix a 18.04.2015 às 08:09

Pois sei. E também sei que passa. Mas assusta de qualquer maneira pá!!! Image

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