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Já ninguém escreve cartas.

por Fernando Lopes, 28 Jun 15

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Passei por eles, um azul, outro vermelho, e dei-me conta de que em breve os marcos de correio desaparecerão. Nestes tempos de urgência, de comunicação imediata, são cada vez mais uma idiossincrasia. Recordei o tempo em que escrevia cartas de amor, dos bilhetes entregues à socapa à menina dos caracóis longos, da solenidade existente no acto de colar o selo, endereçar a missiva e deixá-la num marco de correio. De como procurava usar a minha melhor letra no endereço, do cuidado em escrever o remetente em letras mais pequenas. Sou um resistente, nunca aceito a substituição das cartas por pdfs, ainda recebo todas as contas por correio tradicional. Já só me escreve a EDP, NOS, a companhia das águas e pouco mais. Dei-me conta que a culpa também é minha, só sei endereços electrónicos, não envio uma carta a ninguém, nos últimos anos apenas meti no marco despesas de saúde para comparticipação dos serviços médicos sociais. Provavelmente esqueci como se escreve à mão. Triste, não é?

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2 comentários

De Anónimo a 29.06.2015 às 21:07

Mas a mim escrevem, principalmente das finanças

De Fernando Lopes a 29.06.2015 às 21:16

Pior ainda. Querem fazer de si um inspector tributário não remunerado em troca de um benefício ridículo ou da hipótese de ganhar um carro de gama alta de origem ... alemã. 

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    Quando a sorte é maniversa nada vale ao desinfeliz...

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    Só agora vi a mensagem anterior - note-se que quem...

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    Uma ajuda... Arranja aí uma base para eu poder de...

  • Anónimo

    Não volta?!Vá lá...Escrever faz bem...e ler também...

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