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Já ameacei fisicamente uma freira.

por Fernando Lopes, 28 Abr 15

A história conta-se em duas penadas e fortaleceu a minha aversão a tudo o que seja padralhada, freirame e quejandos. Há uns anos a minha mulher teve de ser operada de urgência ao apêndice com uma peritonite. No dia seguinte obteve consentimento do médico – um velho amigo da família – para tomar um banho ligeiro. Coloquei um banquinho no chuveiro, acompanhei-a com todo o cuidado, e com uma esponja, procurando não humedecer o penso, dei-lhe a desejada lavagem. Será desnecessário dizer que estava preocupadíssimo e cauteloso.

 

Surge-me do nada uma freira de capacete azul – as outras usavam-no branco – meia histérica, a dizer que ela é que tinha que dar banho à minha mulher, eu não estava autorizado. Percebi que estava relacionado com pudor e não com questões clínicas ou incapacidade minha. Passei-me com a madre superiora ou lá que raio era.

 

- Ou a senhora se põe imediatamente daqui para fora ou esqueço que é mulher e enfio-lhe um murro. Daqui para fora, já!

 

Colérico, olhos vermelhos de sangue, se argumentasse levaria a tareia da vida dela. Resmungou entre dentes, ameaçou que ia fazer queixa e saiu. É preciso ser mentecapto para julgar que poderia pensar em sexo num momento delicado como aquele.

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3 comentários

De bloga-mos a 29.04.2015 às 09:52

Freiras e padres e o caralho a quatro junto a uma afirmação de perversidades constitui um pleonasmo. E o filme?

De Fernando Lopes a 29.04.2015 às 12:59

Tenho andado à volta do John Fante, adiei. Prometo que sigo o teu conselho mal acabe o livro.

De bloga-mos a 29.04.2015 às 15:52

Aguardarei com pulgas saltitonas..

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