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Heterodoxias.

por Fernando Lopes, 17 Mar 14

Ao ler a crónica de José Manuel Pureza, com que concordo em grande parte, gostaria que a questão fosse colocada de modo mais abrangente. “Há quem ainda o faça à bruta - as 14.700 queixas de violência doméstica apresentadas à polícia só no primeiro semestre do ano passado atestam-no bem.” Nesta guerra, como em todas aliás, é este maniqueísmo assusta. Um homem que é vítima de violência física e principalmente psíquica por parte da companheira raramente apresenta queixa, e no entanto muitos são vítimas de constante pressão psicológica, desvalorização, achincalhamento, numa base diária, não há é estatísticas que o comprovem.

 

Não sei bem em que planeta vive JMP, mas existem muitos homens que se dedicam à paternidade em full-time sem que isso os diminua ou estigmatize. É uma opção, respeitável como qualquer outra. Embora subsistam desigualdades – a questão de salários p. ex. – notam-se claramente mais mulheres em cargos de chefia, governação, na sociedade em geral.

 

O lugar das mulheres – e dos homens – é onde se sentirem felizes, completos como seres humanos; se isso é em casa ou à frente de uma multinacional é-me completamente indiferente.

 

Antes da identificação de género, há um grupo mais abrangente a que todos pertencemos – a humanidade. Um homem declarar-se feminista é perfeitamente legítimo, eu cá prefiro proclamar-me humanista. 

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2 comentários

De Ana A. a 17.03.2014 às 11:07

Subscrevo inteiramente!
O sofrimento humano, que é o que importa, não tem género. E sei de casos em que mulheres altamente zelosas da sua condição feminina, infligem aos pobres companheiros aquilo que as feministas reprovam no sexo masculino, e contabilizam actos e omissões numa conta-corrente estúpida e mesquinha para que o potencial machista não desabroche. E quando assim acontece o feminismo é sinónimo de machismo.

De Fernando Lopes a 17.03.2014 às 12:27

As relações tendem a tornar-se, até do ponto de vista económico, uma sociedade anónima. Quando era jovem juntava o dinheiro que tinha com a namorada e fazíamos o possível conforme o pecúlio. Hoje há imensos casais que fazem uma contabilidade do género - pagas metade da luz, da casa, etc. É para mim estranho que se partilhe a cama e se dividam religiosamente as contas. E sim, também conheço casos de conta-corrente de actos e omissões.

Abraço.

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