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Enquanto há tempo.

por Fernando Lopes, 28 Jan 16

Irritam-me sobremaneira as almas que dizem que fariam tudo do mesmo modo. Tenho arrependimentos quási infinitos, uma enormidade de coisas mudaria na minha vida se atrás pudesse voltar.

 

Entre elas está a relação com o meu pai.

 

Morreu com a idade que tenho hoje, demasiado velho para ser um amado dos deuses, muito novo para regressar ao pó. Como muitos pais e filhos, a nossa relação pautava-se por uma conflitualidade latente. Iguais em alguns traços fisionómicos e de carácter mas com um mar de diferenças em tantas outras pequenas coisas. Digo sem pudor que sou muito melhor pai do que ele alguma vez foi.

 

E no entanto lamento não ter tido tempo de podermos envelhecer juntos.

 

Ocorre-se-me esta prosa porque o disse hoje de viva voz, a um amigo com relação espinhosa como a minha. Tens uma segunda oportunidade, aproveita-a.

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4 comentários

De Carlos Azevedo a 28.01.2016 às 21:27

Se me é permitido introduzir uma nota de humor, lembrei-me disto: 
http://www.kappit.com/img/129742/don-t-make-the-same-mistakes-twice-say-no-to-reincarnation-reformed-buddhists.

De Fernando Lopes a 28.01.2016 às 21:54

Mi casa es tu casa. Acho que existem infinidades de seres em que seria horrível reencarnar. Cavaco, por exemplo. :)

De Carlos Azevedo a 28.01.2016 às 22:02

Creio que o que está na base da reencarnação é uma ideia de aperfeiçoamento. Ora, reencarnar numa criatura como Cavaco seria um retrocesso dos diabos! 

De Fernando Lopes a 28.01.2016 às 22:06

Qualquer processo de aperfeiçoamento está sujeito a avanços e recuos, mas confesso que não estaria preparado para recuar tanto. 

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