Saltar para: Post [1], Comentar [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Elas, sempre elas.

por Fernando Lopes, 19 Dez 14

Bukowski.jpgImagem recebida por mão amiga

 

A imagem ancestral de um homem da idade da pedra arrastando a sua amada pelos cabelos não podia ser mais desadaptada dos tempos que correm. Há muito que, nas relações amorosas como em tudo o resto, têm elas a palavra final.

 

Está o meu amigo apaixonado? De nada adianta se ela disser NÃO. Gastou o candidato a sedutor uma fortuna no jantar e flores tentando levá-la para debaixo dos lençóis? Provavelmente vai dizer, NÃO. Tentou descobrir quais os aromas que a seduzem, perfumou-se até nas zonas íntimas, e foi mal-sucedido? Normal. Desfez-se em citações dos seus autores favoritos, procurou descobrir de que pintores ela gosta, decorou poemas de amor? De nada vale.

 

Elas, sempre elas, são detentoras do poder de aceitação ou recusa. Ensinou-me a experiência que poucos amores duradouros vingaram pela insistência masculina. O conquistador – e existem – pode ser senhor de uma noite, de uma semana ou mês, mas nunca conseguirá morada permanente no coração de uma mulher. São as mulheres que nos conquistam, nunca o contrário.

 

Assim, se estás apaixonado, sê cortês mas distante, dá-te ares de gato vadio, insinua-te e depois faz-te de parvo. É muito mais eficaz conquistar o teu amor dando-te ares de «não estou nem aí». Se ela não te convidar, não te tocar de modo ténue, não demonstrar interesse pelas tuas bacoradas, desiste, não é mulher para ti.

 

Podes seguir estes desgraçados conselhos e dar-te mal. Acontece. Ensinaram-te que nem sempre se pode ter tudo o que se deseja quando eras pequeno, não foi? Era verdade então, é verdade agora. E lembra-te, as mulheres são como os autocarros, ficamos furiosos quando perdemos um, esquecendo-nos que logo a seguir vem outro.

Autoria e outros dados (tags, etc)

3 comentários

De redonda a 21.12.2014 às 22:38

Há alguns anos li algo que seria o oposto quando à forma de conquistar uma mulher (e um homem). Para se conquistar uma mulher, o homem tinha apenas de se declarar apaixonado. O objecto da sua declaração - dizia-se nesse artigo - mesmo que antes nunca o tivesse visto de uma forma romântica, iria ficar a pensar na declaração e estaria aberta a porta para que visse a corresponder (para se conquistar um homem, bastaria - mais uma vez, era o que vinha no artigo - escutá-lo).

De Fernando Lopes a 21.12.2014 às 23:45

Se as coisas fossem assim tão simples, perderia toda a graça. De certeza que a autora do artigo não era a Maria do Cavaco? ;)

De redonda a 22.12.2014 às 00:59

:) Acho que não :)

Comentar:

De
Ainda não tem um Blog no SAPO? Crie já um. É grátis.
Comentário
Máximo de 4300 caracteres

Pesquisar

Pesquisar no Blog

Feedback

subscrever feeds