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E o MEC disse o que sou incapaz de verbalizar.

por Fernando Lopes, 1 Mai 14

Como escritor, não posso traçar uma linha sobre aquilo que escrevo e o que não escrevo. Não posso pensar: «Estarei a ir longe demais?» Eu quero expor-me o mais possível! Todos os escritores que admiro são os que se expõem. Ser escritor é expormo-nos. Uma pessoa tem de correr o risco de não ter graça, o risco de passar too much information  [informação excessiva], ou informação íntima que não interessa absolutamente nada… Não há confissão excessiva. As pessoas podem sentir-se desconfortáveis com essa confissão, mas o dever do escritor é expor-se, expor-se, expor-se. E escrever também tem um lado de catarse e de desafio em que uma pessoa desabafa à frente dos outros, desata aos gritos, a bater com os punhos de revolta, e não tem vergonha de o fazer.

 

Hoje pensei recorrentemente em suicídio uma vez mais...

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2 comentários

De Carla a 03.05.2014 às 23:43

Tu deves querer que eu vá país acima, vestida de vermelho só para ser mais dramático e perigoso, dar-te um valente par de estalos! Ai!

De Fernando Lopes a 04.05.2014 às 02:03

Nos casos de violência, a que uma mulher exerça sobre um homem é sempre notícia. Estou a imaginar o título no Correio da Manhã «Jovem tresloucada bate em quinquagenário indefeso». Que «cacha»! :)

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