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E o MEC disse o que sou incapaz de verbalizar.

por Fernando Lopes, 1 Mai 14

Como escritor, não posso traçar uma linha sobre aquilo que escrevo e o que não escrevo. Não posso pensar: «Estarei a ir longe demais?» Eu quero expor-me o mais possível! Todos os escritores que admiro são os que se expõem. Ser escritor é expormo-nos. Uma pessoa tem de correr o risco de não ter graça, o risco de passar too much information  [informação excessiva], ou informação íntima que não interessa absolutamente nada… Não há confissão excessiva. As pessoas podem sentir-se desconfortáveis com essa confissão, mas o dever do escritor é expor-se, expor-se, expor-se. E escrever também tem um lado de catarse e de desafio em que uma pessoa desabafa à frente dos outros, desata aos gritos, a bater com os punhos de revolta, e não tem vergonha de o fazer.

 

Hoje pensei recorrentemente em suicídio uma vez mais...

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1 comentário

De golimix a 01.05.2014 às 23:30

Bem... posso dizer-te, e só há bem pouco tempo é que consigo falar mais abertarmente, e sem medo, nisto. Que eu já estive bem tentada a partir, para acabar com um sofrimento que não estava a aguentar. Sim, falo da minha dor, que é física e me atormenta e atormentou a alma. Isso aconteceu numa altura em que ela não estava controlada. Sabes o que me fez parar?
Pensar no meu filho. Pensar que não mais o veria sorrir. E decidi lutar, lutar e lutar! Cheguei ao controle da dor e há dias em que penso que só a morte me trará paz, mas quero ser eu a esperar por ela e é por isso que tento arranjar coragem todos os dias. Por isso, e pelo meu filho e maridão.

Pensa no mais belo sorriso da tua filha e as nuvens dissipar-se-ão quase mágicamente.

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