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E o MEC disse o que sou incapaz de verbalizar.

por Fernando Lopes, 1 Mai 14

Como escritor, não posso traçar uma linha sobre aquilo que escrevo e o que não escrevo. Não posso pensar: «Estarei a ir longe demais?» Eu quero expor-me o mais possível! Todos os escritores que admiro são os que se expõem. Ser escritor é expormo-nos. Uma pessoa tem de correr o risco de não ter graça, o risco de passar too much information  [informação excessiva], ou informação íntima que não interessa absolutamente nada… Não há confissão excessiva. As pessoas podem sentir-se desconfortáveis com essa confissão, mas o dever do escritor é expor-se, expor-se, expor-se. E escrever também tem um lado de catarse e de desafio em que uma pessoa desabafa à frente dos outros, desata aos gritos, a bater com os punhos de revolta, e não tem vergonha de o fazer.

 

Hoje pensei recorrentemente em suicídio uma vez mais...

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1 comentário

De O Abominável Careca a 01.05.2014 às 18:39

Cara Ana A.

Congratulo-me com a sua partilha em relação às minhas opiniões e desabafos que por diversas vezes ultrapassam o politicamente correcto e é saudável saber que não somos umas "aves raras" no que toca a diferentes visões sobre variados assuntos quer do foro político ou pessoal. Quanto a consumos desregrados de substâncias etílicas se os mesmos forem ocasionais e contextualizados não vejo porque não fazê-los. Na nossa família que eu saiba ainda ninguém teve necessidade de se inscrever nos AA. Esta vida é tão curta e senão temos um míseros prazeres de quando em vez o mais certo será morrer de tédio e nunca de uma eventual cirrose...
E para terminar quero propor-lhe um brinde à amizade, tolerância e à não descriminação...
Um abraço!

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