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Candidatos a críticos literários.

por Fernando Lopes, 28 Jun 16

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Quando compro um livro gosto de dar uma volta pela bloga a ler opiniões alheias. Arrependo-me sempre. Admiro imenso quem escreve de modo sério, laborioso, trabalha um enredo, dedica tanto a aperfeiçoar o escrito como a escrever. Como sei que o talento é escasso mais essa admiração cresce, pois qualquer das «estórias» que leio me seriam impossíveis de urdir. Para se saber escrever é primeiro preciso saber ler. Há blogues de crítica literária em que os autores não sabem fazer uma coisa nem outra. E os comentários senhores, porque os escrevem assim?

 

A propósito de «O Sentido do Fim» de Julian Barnes, deparei-me com isto:

 

«queria dizer que o livro necessitaria de mais do que as 152 pág. que tem para ser grandioso. Pode-se fazer muito - e bem - em poucas páginas mas há limites e para aprofundar tudo aquilo que é aflorado e tornar este livro mais rico penso que lhe falta tamanho - corpo.»

 

Corpo, um cartapácio, isso é que era. Qual depurar a escrita, qual minimalismo, qual quê, nunca se escreveu nada de grandioso em menos de 300 páginas.

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25 comentários

De belitaarainhadoscouratos a 29.06.2016 às 17:00

Este fim de semana li um desta dupla sueca: Erik Axl Sund; e antes tinha marchado um do James Thompson, que penso que é americano mas vive na Finlândia e qualquer um é espectacular (de sombrio)! 
Qual gente feliz, casual, bem resolvida qual carapuça! A ideia do paraíso nórdico foi um engano, são piores do que nós, matamos na mesma mas ao menos temos sol :)
E sim, o Jo Nesbo, quando sai o próximo??? 
A belita agradece a visita :) 

De Fernando Lopes a 29.06.2016 às 18:57

Tens o que é preciso para aguentar um tipo como Hole? ;)

De Pseudo a 29.06.2016 às 20:15

Essa era para mim ou para a belita? Se era para mim, digo já que não. Não aguentaria viver com um tipo bêbado como o meu avô paterno e como já vi o meu pai, há algumas décadas. :)

De Fernando Lopes a 29.06.2016 às 20:20

Era para a Belita, a tua resposta fica registada para memória futura. 

De belitaarainhadoscouratos a 29.06.2016 às 23:27

Claro! Ele dentro do livro e eu fora :)

De Pseudo a 29.06.2016 às 20:22

Comecei a lei A Rapariga-Corvo e por qualquer motivo que me escapou na altura, não me atraiu. Hei-de insistir.

É, não é? Essa ideia de que aquela malta é malta civilizada cai que nem um baralho de cartas muito rapidamente. Aliás, já tinha caído, para mim, naquele bendito verão em que li o Stieg Larsson de fio a pavio, pela noite dentro, até de madrugada.

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