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Até à ilusão.

por Fernando Lopes, 15 Mar 17

A propósito do post aqui debaixo, e de um outro, podemos reflectir no que somos, o que queremos ser, na capacidade de nos reinventarmos, da forma como resistimos às rotinas, como nos focamos no instinto mais básico de nós, a sobrevivência. Cada um, mesmo os mais frágeis, somos resistentes. Durante uns segundos pense-se em todas as voltas e reviravoltas que a vida, a nossa vida, deu. Quantas vezes estivemos perto do tragédia, da morte. De como sobrevivemos aos que nos antecederam, e às vezes. de modo particularmente cruel, aos que nos sucederam. Não te morreu um amigo? Um outro não ficou desempregado, passou dificuldades? Não soubeste daquele colega de escola que acabou agarrado à branca? Não traíste ou foste traído, não te desiludiste com uma paixão que julgavas para sempre? Sobrevive-se sempre a algo ou a alguém, daí que prefira ser «vivente» a «sobrevivente». Inevitavelmente seremos todos mais sobreviventes que viventes. É uma questão de tempo. O que seremos nós afinal? Correndo o risco de uma simplificação absoluta, e consequentemente pateta, posso sintetizar o que hoje sou da seguinte forma: Sou o que resta dos meus sonhos subtraídos das minhas desilusões. Se, como eu, nesta operação, o balanço dos sonhos resistir ao das desilusões, ainda vale a pena estar vivo, porque continuamos a ter a maior capacidade de todas: acreditar no outro. Até à ilusão.

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2 comentários

De Anónimo a 16.03.2017 às 12:37

Deixa cá dizer-te umas singelas palavrinhas, meu caralhete: para quem não sabe sou teu amigo pessoal com quem almoçava uma vez por semana antes de me mudar para o ninho da Alexandra. És um homem pleno de charme, bonito e sempre bem vestido. Tens uma inteligência e sentido de humor fulgurantes. O melhor pai que uma Matilde poderia ter. As tuas gargalhadas deviam ser vendidas a granel para uso doméstico. Agora vou comprar pensos higiénicos que vai para aqui uma sangria que ando em casa de galochas.
Filipe o tal

De Fernando Lopes a 16.03.2017 às 13:04

Dessa merda toda que estás prái a dizer, uma coisa é absolutamente verdade: esforço-me por ser o melhor pai possível. O resto são opiniões, e na minha função presidencial, não comento opiniões. ;)

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    Não volta?!Vá lá...Escrever faz bem...e ler também...

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