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Nos tempos de juventude passeie-me pelos corredores da Faculdade de Letras do Porto, frequentando ocasionalmente o departamento de Filosofia. O curso, se outro mérito não teve, ensinou-me a reflectir e a analisar a realidade. Sou uma espécie de Relvas em bom, «Norteio a minha vida pela simplicidade da procura do conhecimento permanente.».

 

As pessoas que mais amei e amo são do sexo feminino, daí que me sinta sempre tentado à impossível tarefa de descortinar os mistério e idiossincrasias da alma feminina. Um dos ditados mais irreal, mais impregnado de falsidade, é «A mulher e a sardinha querem-se da mais pequenina». Claro está que não tenho nada contra mulheres baixinhas, conheço imensas, algumas que apesar do diminuto tamanho acumulam enorme inteligência e sex appeal.

 

Mas eu gosto de mulher grandona. A minha já vasta experiência diz-me que as mulheres pequeninas são uma espécie de coelho Duracell, energéticas que até cansa, saltitantes inesgotáveis. Têm também um mau-feitio desproporcionalmente grande face ao diminuto tamanho. As mulheres que me ralharam, deram descomposturas, fizeram fugir atemorizado com o rabo entre as pernas, eram todas pequeninas. Talvez por isso as minhas melhores amigas sejam moças para 1,70. Uma delas é doce por natureza, está sempre tudo bem, é na essência um dos rapazes aprisionado num corpo de miúda. A outra é como eu, um pinscher humano. Ladra, ladra, mas não faz nada. Refila para desopliar o fígado, mas é de uma enorme bonomia. Têm ambas uma infinita paciência para com os meus disparates e sentido de humor retorcido.

 

Dir-me-ão que cada caso é um caso, que as generalizações são sempre redutoras. Bem sei. Mas, para os jovens rapazes que me lêem, fica a minha experiência. Na dúvida, optem sempre por uma mulher alta. As probabilidades de serem mais pacientes com os nossos disparates, de tolerarem a nossa adolescência interminável, aumentam exponencialmente.

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1 comentário

De Maria Alfacinha a 04.09.2015 às 07:20

Nunca fui pequena, mas o termo de comparação, na altura em que "essas coisas" importam, eram baixotas :-) Ainda por cima, como tinha o chamado "ar desempoeirado", parecia mais alta do que realmente era. Sofri na adolescência, se é que se pode chamar sofrimento, com essa história da sardinha, porque era considerada pouco feminina por não ser mimosa, o que, fosse eu dada a traumas, poderia ter deixado sequelas, mas quando entrei no mundo dos adultos tudo mudou e foi uma verdadeira revelação :-)  Quanto ao mau-feitio, relevando a generalização, concordo contigo. As "sardinhas" são mais rabitesas. Que o dissesse a minha avó que, com menos de metro e meio, punha toda a gente - família e não só - na ordem! Image

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