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Nos tempos de juventude passeie-me pelos corredores da Faculdade de Letras do Porto, frequentando ocasionalmente o departamento de Filosofia. O curso, se outro mérito não teve, ensinou-me a reflectir e a analisar a realidade. Sou uma espécie de Relvas em bom, «Norteio a minha vida pela simplicidade da procura do conhecimento permanente.».

 

As pessoas que mais amei e amo são do sexo feminino, daí que me sinta sempre tentado à impossível tarefa de descortinar os mistério e idiossincrasias da alma feminina. Um dos ditados mais irreal, mais impregnado de falsidade, é «A mulher e a sardinha querem-se da mais pequenina». Claro está que não tenho nada contra mulheres baixinhas, conheço imensas, algumas que apesar do diminuto tamanho acumulam enorme inteligência e sex appeal.

 

Mas eu gosto de mulher grandona. A minha já vasta experiência diz-me que as mulheres pequeninas são uma espécie de coelho Duracell, energéticas que até cansa, saltitantes inesgotáveis. Têm também um mau-feitio desproporcionalmente grande face ao diminuto tamanho. As mulheres que me ralharam, deram descomposturas, fizeram fugir atemorizado com o rabo entre as pernas, eram todas pequeninas. Talvez por isso as minhas melhores amigas sejam moças para 1,70. Uma delas é doce por natureza, está sempre tudo bem, é na essência um dos rapazes aprisionado num corpo de miúda. A outra é como eu, um pinscher humano. Ladra, ladra, mas não faz nada. Refila para desopliar o fígado, mas é de uma enorme bonomia. Têm ambas uma infinita paciência para com os meus disparates e sentido de humor retorcido.

 

Dir-me-ão que cada caso é um caso, que as generalizações são sempre redutoras. Bem sei. Mas, para os jovens rapazes que me lêem, fica a minha experiência. Na dúvida, optem sempre por uma mulher alta. As probabilidades de serem mais pacientes com os nossos disparates, de tolerarem a nossa adolescência interminável, aumentam exponencialmente.

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2 comentários

De Ana A. a 03.09.2015 às 11:22

Hello! Daqui, da terra dos "lilliputeanos" (1,53), tenho a dizer em minha defesa, que sou mais da onda do "paz e amor" Image, fazendo apenas intervalos para me enfurecer com todo o tipo de injustiças!
(Não, não me vou enfurecer com o Fernando por esta generalização. Sempre desejei ser maior....)  :(

De Fernando Lopes a 03.09.2015 às 12:32

Apesar de não nos conhecermos pessoalmente, a Ana é uma das almas que se passeia pelo purgatório há mais tempo (isto não soou lá muito bem, mas acho que me entende). Assim sendo, já a conheço um bocadinho e sei bem que é das pessoas mais zen com quem tenho o prazer de «falar».

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