Saltar para: Post [1], Comentar [2], Pesquisa e Arquivos [3]

A queda de um asno

por Fernando Lopes, 7 Nov 11


Duarte Lima, independentemente da inocência ou não, é uma personagem sintomática do deslumbramento da tralha cavaquista. Ser de origem humilde e subir na vida, não é nada que se critique, bem pelo contrário. Além das amizades certas na faculdade, parece que o homem era trabalhador e não burro de todo. Mas o deslumbramento e o novo-riquismo são ilustrativos da cobiça que cegou os self-made men cavaquistas. A busca do requinte exagerado e ostentatório é o maior sinal de saloiice que se pode ter. Segundo a Sábado [que estranhamente sai à quinta], Duarte Lima rodeava-se de obras de arte valiosas e contratava um chef para os seus famosos jantares. Tinha um apartamento luxuoso e gastou 700.000 euros na decoração. Nada de especial para quem pediu 6,8 milhões de euros ao "nosso" BPN. A malta paga Duarte, nem que seja com sangue, suor e lágrimas.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Temas:

1 comentário

De Fernando Lopes a 08.11.2011 às 21:09

Ana,

O dinheiro e a ambição cegam. Infelizmente convivo num mundo, que, embora à escala, tem personagens iguais. Compreendo que sendo ele de origem humilde esse fascínio fosse ainda maior. Como sempre a Ana traz informação interessante e valor acrescentado. Sabia que DL era o rosto mais visível de uma associação para apoiar doentes com leucemia. Não sabia que tinha um blogue, nem que fazia gala de ser uma alma tão caridosa, quase um Cristo. Como diz mete medo o que o dinheiro e poder fazem a certas almas.

Abraço,
Fernando

P.S. - Vou ver se consigo descobrir restos desse blogue. Deve ser leitura de primeira água.

Comentar:

De
Ainda não tem um Blog no SAPO? Crie já um. É grátis.
Comentário
Máximo de 4300 caracteres

Pesquisar

Pesquisar no Blog

Feedback

subscrever feeds