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A queda de um asno

por Fernando Lopes, 7 Nov 11


Duarte Lima, independentemente da inocência ou não, é uma personagem sintomática do deslumbramento da tralha cavaquista. Ser de origem humilde e subir na vida, não é nada que se critique, bem pelo contrário. Além das amizades certas na faculdade, parece que o homem era trabalhador e não burro de todo. Mas o deslumbramento e o novo-riquismo são ilustrativos da cobiça que cegou os self-made men cavaquistas. A busca do requinte exagerado e ostentatório é o maior sinal de saloiice que se pode ter. Segundo a Sábado [que estranhamente sai à quinta], Duarte Lima rodeava-se de obras de arte valiosas e contratava um chef para os seus famosos jantares. Tinha um apartamento luxuoso e gastou 700.000 euros na decoração. Nada de especial para quem pediu 6,8 milhões de euros ao "nosso" BPN. A malta paga Duarte, nem que seja com sangue, suor e lágrimas.

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1 comentário

De Fenix a 08.11.2011 às 20:51

Fernando,

O ano passado, não sei como, fui parar ao blogue desta alminha, - A Linha do Horizonte -, entretanto apagado.

Bem, não imagina os postes deste senhor. Ele era uma nobreza de alma e sentimentos, uma admiração pelo belo, pelas artes...

Num dos postes comparava-se a Cristo, pela analogia que fazia entre a condenação injusta e o julgamento por Pilatos e o seu próprio caso.

Uma alma que demonstra ser tão refinada, se realmente for o assassino (isto associado aos milhões, que não serão por certo, fruto de um trabalho honesto), só pode assustar o comum dos mortais, pois não temos como defender-mo-nos destes lobos com pele de cordeiro.

Abraço
Ana

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