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A queda de um asno

por Fernando Lopes, 7 Nov 11


Duarte Lima, independentemente da inocência ou não, é uma personagem sintomática do deslumbramento da tralha cavaquista. Ser de origem humilde e subir na vida, não é nada que se critique, bem pelo contrário. Além das amizades certas na faculdade, parece que o homem era trabalhador e não burro de todo. Mas o deslumbramento e o novo-riquismo são ilustrativos da cobiça que cegou os self-made men cavaquistas. A busca do requinte exagerado e ostentatório é o maior sinal de saloiice que se pode ter. Segundo a Sábado [que estranhamente sai à quinta], Duarte Lima rodeava-se de obras de arte valiosas e contratava um chef para os seus famosos jantares. Tinha um apartamento luxuoso e gastou 700.000 euros na decoração. Nada de especial para quem pediu 6,8 milhões de euros ao "nosso" BPN. A malta paga Duarte, nem que seja com sangue, suor e lágrimas.

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1 comentário

De Fernando Lopes a 07.11.2011 às 23:42

Manel,

Não era só ele, o filho também. E o trabalhador Amorim, que pediu guito para comprar parte da GALP. O BPN deve ter tanto que se lhe diga, que metade dos cavaquistas e o próprio deviam ir dentro. Temo que nunca se saiba a verdadeira teia. Tudo bons rapazes.

Beijo e aparece!

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