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um telemóvel vale dezassete facadas?

por Fernando Lopes, 29 Mai 11


Certamente todos se lembrarão da cena de agressão de uma aluna a uma professora, no Liceu Carolina Michaelis. Embora saiba que o telemóvel é um instrumento de comunicação indispensável e um armazém dos segredos dos jovens, as paixões que suscita são para mim completamente "do outro mundo". Adolescentes brutalizam-se por causa do pequeno aparelho. Mas dezassete facadas com um x-acto por causa de um telemóvel roça a loucura. Alguns dos nossos adolescentes, estão a transformar-se em pequenos bandidos. Por muito que me custe, para parar esta espiral de violência, é necessário vigilância parental e mão pesada sobre os agressores. Sobre risco de transformarmos as nossas cidades num sucedâneo dos bairros problemáticos norte americanos.

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1 comentário

De M Manel a 30.05.2011 às 20:13

Caro anónimo:
É possível que seja assim.
Mas reduzir o problema a uma questão de cor ou etnia é demasiado fácil.
A bitola está muito baixa e para todo o colorido em geral.
Segundo informação circulante, há alguns pontos a reter:

1º A mãe do indivíduo que filmou será profissional de strip tease

2º A garota que apanhou a tareia, ter-lhe-á chamado "puta"

3º As seguidoras do realizador da peça, por alguma razão, acharam que tinham que salvar a honra da senhora e do excelso filho.

4º O telemóvel se calhar foi comprado com o dinheiro de uma qualquer lap dance.

E agora digo:

1º Não gostava que a minha mãe fosse stripper, independentemente da cor, e que eu saiba, não são todas negras nem brasileiras.
Provavelmente o moço que agora está dentro (e muito bem), também não está muito contente e transferiu a raiva para quem pôs o dedo na ferida

2º A miúda agredida tem 13 anos. Se calhar, ainda não sabe que as "strippers" são diferentes das prostitutas - eventualmente

3º O "Lars von Trier" lá do sítio, em vez de embrulhar raparigas para salvarem a honra da mãe, devia andar a fazer qualquer coisa melhor - talvez tentar trabalhar num empregozito -ainda que pouco interessante já ajudava a mãe, que talvez tivesse que fazer menos uns números ...
E se fosse ele a dar um estalo à rapariga, mal, mas tolerava-se. Mas foram as "atacantes" de fila
que seguiram em frente no espancamento

E não o incomoda toda a tolerância que agora é concedida aos maus exemplos da sociedade em geral?

Comece a ser feita justiça a partir de cima e o sentimento de estupidez anti-social e a falta de respeito ao outro poderá começar a ser notada. E se não fossem as redes sociais, muita coisa não seria revelada

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