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Porquê um diário?

por Fernando Lopes, 6 Jan 14

Mesmo um biltre é capaz de generosidade, um pateta de lucidez, uma prostituta de pudor, um bêbado de sobriedade, um fariseu de sinceridade ou um enfatuado de modéstia. Somos a soma das partes, de todas essas partes, pois, queiramos ou não, somos vileza e heroicidade, força e fraqueza, generosidade e egoísmo; melhores apenas nos momentos em que as virtudes se sobrepõem às imperfeições. Um diário é uma forma de autoconhecimento, em que posto perante ti mesmo, a tua banal existência, te questionas sobre quem realmente és, que sonhas, para onde vais. Três anos depois, não sei para onde vou, que quero, sonhos de grandiosidade vão sucumbindo envelhecidos e sem préstimo. Um homem, só um homem, às vezes um homem só, posto perante uma linha de caminho-de-ferro numa planura imensa, onde não interessa tanto o chegar como vencer o caminho.

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3 comentários

De Carlos Azevedo a 06.01.2014 às 02:44

Sim, Fernando, importa sobretudo a caminhada. Que o teu caminho nunca seja mais agreste do que aquilo que podes aguentar e que tenhas sempre a companhia certa quando uma companhia é necessária (ou, simplesmente, prazerosa).
Abraço.

De Fernando Lopes a 06.01.2014 às 19:00

És um jovem sábio.

Abraço.

De Carlos Azevedo a 08.01.2014 às 14:51

Nem sábio, nem jovem, mas o meu ego agradeço-te as palavras.
Abraço.

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