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O delicado equilíbrio.

por Fernando Lopes, 25 Nov 13

Um comentário num post abaixo sobre Marie Le Pen é elucidativo de um mal do mundo ocidental e do “povo de esquerda” em particular. O respeito pela tradições dos muçulmanos não menoriza as tradições ocidentais. Num país árabe respeito os seus costumes, aqui, exijo que respeitem os nossos. Toda a visão da tolerância ilimitada com outras culturas enferma de uma espécie de “síndrome do bom selvagem”, em que todo o estrangeiro é bom, todo o europeu que não aceita incondicionalmente o multiculturalismo é mau. É assim: acho absolutamente intolerável que os muçulmanos franceses insistam no uso da burka, que limitem os direitos das mulheres, que se aproveitem das benesses da segurança social para viver à custa de subsídios. Que fique bem claro, há muitas zonas cinzentas. Aceitar o outro, obriga-nos a mostrar o melhor de nós mesmo, a tolerância, mas também o respeito pelos nossos valores.  Os de Marie Le Pen, a intransigência e xenofobia, não são os meus; mas também não aceito a indulgência ilimitada, baseada em sentimentos de culpa que não tenho. É profundamente errado enveredar por maniqueísmos simplistas, venham eles de onde vierem. 

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2 comentários

De pimentaeouro a 05.12.2013 às 00:11

Em Lisboa consegue ver-se que africanos, ucranianos e agora até chineses se adaptam ao nosso modo de vida (as chinesas de mini-saia até são jeitosas ).
A excepção são os muçulmanos que querem viver cá como se estivessem nos países de origem.
Se não gostam podem ir-se embora.
Cumprimentos.

De Fernando Lopes a 05.12.2013 às 19:18

A diferença dos muçulmanos estará relacionada com o seu apego à religião e consequentemente a costumes atávicos. Também existem radicais noutras religiões, não são é tantos. Quanto às mulheres, meu amigo, a beleza está relacionado com outros factores que não a etnia. Já as vi belas de todas as raças.

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