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O delicado equilíbrio.

por Fernando Lopes, 25 Nov 13

Um comentário num post abaixo sobre Marie Le Pen é elucidativo de um mal do mundo ocidental e do “povo de esquerda” em particular. O respeito pela tradições dos muçulmanos não menoriza as tradições ocidentais. Num país árabe respeito os seus costumes, aqui, exijo que respeitem os nossos. Toda a visão da tolerância ilimitada com outras culturas enferma de uma espécie de “síndrome do bom selvagem”, em que todo o estrangeiro é bom, todo o europeu que não aceita incondicionalmente o multiculturalismo é mau. É assim: acho absolutamente intolerável que os muçulmanos franceses insistam no uso da burka, que limitem os direitos das mulheres, que se aproveitem das benesses da segurança social para viver à custa de subsídios. Que fique bem claro, há muitas zonas cinzentas. Aceitar o outro, obriga-nos a mostrar o melhor de nós mesmo, a tolerância, mas também o respeito pelos nossos valores.  Os de Marie Le Pen, a intransigência e xenofobia, não são os meus; mas também não aceito a indulgência ilimitada, baseada em sentimentos de culpa que não tenho. É profundamente errado enveredar por maniqueísmos simplistas, venham eles de onde vierem. 

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2 comentários

De Sílvia a 28.11.2013 às 09:00

Vivo em Bruxelas há quase três anos e confesso que o crescente nível de fanatismo islâmico que vamos testemunhando por cá através dos noticiários deixa-me muito, muito assustada. Depois, façamos contas: se um europeu "de origem" tem em média um vírgula qualquer coisa filhos e um imigrante oriundo de um país islâmico ronda os três ou mais, já adivinho que os meus tetranetos irão falar árabe como língua materna...
A Europa abriu os braços a outras culturas, mas pelo andar da carruagem, acabará destruída por elas.

De Fernando Lopes a 28.11.2013 às 18:53

A crescente influência da comunidade islâmica de que falas é tranversal a quase todos os países europeus. Creio que em muitos aspectos estará relacionada com os fracos apoios à parentalidade e as alterações sociais que vivemos. Li num estudo qualquer que em 2030 Lisboa seria a capital europeia com mais habitantes de origem africana da Europa . Vivemos num mundo de miscigenação e tal não é forçosamente mau, apenas uma nova realidade que traz problemas e desafios.

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