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O delicado equilíbrio.

por Fernando Lopes, 25 Nov 13

Um comentário num post abaixo sobre Marie Le Pen é elucidativo de um mal do mundo ocidental e do “povo de esquerda” em particular. O respeito pela tradições dos muçulmanos não menoriza as tradições ocidentais. Num país árabe respeito os seus costumes, aqui, exijo que respeitem os nossos. Toda a visão da tolerância ilimitada com outras culturas enferma de uma espécie de “síndrome do bom selvagem”, em que todo o estrangeiro é bom, todo o europeu que não aceita incondicionalmente o multiculturalismo é mau. É assim: acho absolutamente intolerável que os muçulmanos franceses insistam no uso da burka, que limitem os direitos das mulheres, que se aproveitem das benesses da segurança social para viver à custa de subsídios. Que fique bem claro, há muitas zonas cinzentas. Aceitar o outro, obriga-nos a mostrar o melhor de nós mesmo, a tolerância, mas também o respeito pelos nossos valores.  Os de Marie Le Pen, a intransigência e xenofobia, não são os meus; mas também não aceito a indulgência ilimitada, baseada em sentimentos de culpa que não tenho. É profundamente errado enveredar por maniqueísmos simplistas, venham eles de onde vierem. 

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1 comentário

De Carla Pinto Coelho a 27.11.2013 às 11:58

Concordo contigo, até porque acho que é desrespeitoso ir para um país estrangeiro e tentar impor costumes e tradições do país de origem. «Em Roma, sê romano» e tem mesmo de se perceber que assim que se aceita ir para outro país e se procura usufruir dos direitos desse mesmo país, também se tem de praticar os deveres. Até porque nenhuma mulher ocidental entra num país muçulmano de cabeça destapada, nem a comportar-se como «em casa».

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