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Rude.

por Fernando Lopes, 3 Jun 13

Dizes que sou rude, bruto, impulsivo, destemperado na linguagem, com particular divertimento em ser mais desbocado quanto mais formal o ambiente for. Tudo verdade. Rude por carácter, mania de quem gosta das coisas como elas são, não como manda o politicamente correcto. Bruto, de explosão fácil, mas ainda mais rápido no esquecimento. Sem mágoa excepto de grandes males, sorte minha, poucos foram. Impulsivo porque incapaz de fingir, racionalizar, analisar o momento ideal para desferir estocada certeira. Desbocado, às vezes impróprio na linguagem, porque criado em ambiente asséptico, onde raramente se extravasavam os sentimentos e da verbalização nunca, mas nunca, fazia parte o palavrão. Foi uma forma de manifestar a diferença, tornou-se num modo de ser. Não vem daí mal ao mundo. 

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4 comentários

De Uma Rapariga Simples a 04.06.2013 às 22:50

Não digo palavrões, mas no outro dia escrevi no meu blogue de poesia - Rimas Imperfeitas, caso não saibas :D - um poema cheio deles. Ninguém reagiu!!! Nem para me censurar veladamente. Isto de ser do contra só funcionou contigo.

De Fernando Lopes a 04.06.2013 às 22:52

É uma questão de genuinidade. Sou mesmo assim, caralho!

De Uma Rapariga Simples a 04.06.2013 às 22:54

Toma, só para ti. :D

Obscenidades

Foda-se!
Nunca gostei de obscenidades.
Não é preciso
mandar-te para o caralho,
para que saibas
a raiva que trago dentro.

Que merda!
Tenta agora com bons modos.

De Fernando Lopes a 04.06.2013 às 22:57

Poesia em movimento.

Ora toma esta:

Ali vai o lindo canguru
com uma flor no cu.

-Assim não, Fernando, tens de escrever sem asneiras.

Ali vai o lindo canguru
com uma flor na bochecha
era para a ter no cu
mas a professora Carla não deixa.

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