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Há uma idade certa para morrer?

por Fernando Lopes, 21 Mai 13

Hoje assisti ao funeral da pessoa mais velha que me foi dado conhecer, um tio-avô da minha mulher que celebrara 101 anos. Apesar de consternado, o ambiente era de resignação. “Viveu uma longa vida”, tinha uma “bonita idade” e essas banalidades que pairam sobre as exéquias. Ocorreram-me uma série de questões. Haverá uma idade certa para morrer? Lembrar-se-ão os vivos que na idade média raros ultrapassavam 50? Apenas uma geração atrás, 80 anos era uma idade vestusta, hoje vemos octogenários vigorosos e com as capacidades intelectuais em pleno. Será que com o avanço da medicina nos tornaremos homens-biónicos, em que a “bonita idade” serão os 120? Como vão os nossos filhos tolerar e simultaneamente usufruir desta longevidade crescente? Está a sociedade preparada para isso? Só tenho questões e uma certeza: Se houver céu, vou lá encontrar o tio. Vamos petiscar, beber tinto e vibrar com as vitórias do nosso F.C. Porto. 

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3 comentários

De Uma Rapariga Simples a 21.05.2013 às 22:42

Para mais informações, leia As intermitências da morte. ;)

De Fernando Lopes a 21.05.2013 às 22:51

Confesso que nunca li e para não fazer figura de parvo, dei uma olhada na sinopse. Saramago, tenho tanto a aprender contigo... :)

De Uma Rapariga Simples a 21.05.2013 às 22:57

Temos tanto a aprender um com o outro! :)

Sabes, nunca gostei muito da pessoa do Saramago, irritava-me, mas sou fã da escrita. O homem escreve páginas e páginas quase sem esforço. Daí que fique encarniçada cada vez que ouço barbaridades como ele não saber pontuar. Há títulos que não vou ler, no entanto, tenho tentado ler o máximo possível, até para o entender como escritor - tenho ali o Levantados do chão à espera que me dê a coragem :D.

Lê o que te disse, vale a pena. Para abrir o apetite, a primeira frase No dia seguinte ninguém morreu.

Ah, mas sabes o que mais gosto nele? Há sempre uma história de amor tão simples, tão pura, tão verdadeira que consola o coração - isto quando a tendência é escrever sobre relacionamentos falhados.

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