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Conhecer as pessoas pelo nome.

por Fernando Lopes, 16 Jan 13

Os colegas com que almocei hoje estranharam quando perguntei à empregada do pequeno café como se chamava. Não vejo nada de anormal nisto, nas relações comerciais que mantenho com regularidade gosto de tratar as pessoas pelo nome. Nada mais horrível que o velho psssst!, agora substituído pelo ófaxavor!. Os empregados aqui da bomba de gasolina perto de casa são a Marta, Laura e António. No restaurante onde almoço ao sábado, trato pelo nome o André e Leonel, dois jovens, tão jovens, que ainda me permitem não os tratar por senhor. Não é nenhum snobismo, antes uma forma de empatia e reconhecimento para quem está disponível para nos servir. Tratar pelo nome as pessoas dos estabelecimentos comerciais que frequentamos diariamente é assim tão peculiar? 

 

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3 comentários

De alexandra a 20.01.2013 às 13:29

Uma amiga minha, aqui há uns anos atrás , trabalhava num restaurante fornecedor de calóricas diárias de "batalha", competente por inteiro no seu desempenho. O caso é que, um dia, já depois de muitas, entre olhares gulosos que coitadamente vêm nela um alvo de classe inferior a si mesmos, com o "agravante" de ser mulher, preta, exuberante, de sorriso como um sol...um dia, depois de tantas, farta do tal psssst ", respondeu frontalmente a um cliente: "Não me chamo psssst , chamo-me Bety ". O caso é que a partir daquele episódio, passou a ser tratada como uma igual, enriquecendo-se até, a relação com clientela.
Uma pensa que entre maravilhar-se da beleza e maltratá-la vai um trecho.
Depois de contar isto, só pode parecer-me encantador o teu actuar.
Um abraço.

De Fernando Lopes a 20.01.2013 às 13:47

Nunca entendi bem a desumanização nas relações deste tipo, que são também elas, de certo modo, afectivas. Quem não respeita enquanto cliente, não será respeitado quando estiver do outro lado (e de um modo ou outro todos estamos). É urbanidade básica, acho eu.

Abraço.

De alexandra a 20.01.2013 às 17:39

Concordo bem com o que dizes da urbanidade básica, em coerência com o teu proceder.
Só imaginar o que pode ser uma pessoa exposta de forma permanente a essa desumanização no lugar de trabalho....ai ai ai, que pouco vale esse trabalho, para o tanto suor e lágrimas que te é sugado.
Porque não romper esse clima por outro donde efectivamente, no seu terreno, podem accionar-se vínculos afectivos e de cumplicidades quotidianas.

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