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O parceiro dispensável

por Fernando Lopes, 26 Fev 12

Para os solteiros, um aviso. Quem pensa que a vida de casado é plena de actividade sexual, desengane-se. Por estranho mecanismo, as mulheres depois de casadas parecem menos disponíveis sexualmente. Não sei se a união limita a libido, certo é que na minha experiência, sem valor estatístico, foi isso que aconteceu. Depois temos a fase seguinte em que o amor se materializa num filho. E aí é o fim da picada. Os amigos casados sabem bem do que estou a falar. Após a maternidade, os maridos são relegados para o lugar de apêndice tolerado. Não se iludam, ficam no fim da lista de prioridades da novel mãe. O filho, o cão, o periquito e depois, bem depois, lá no fim da escala de afectos, o parceiro. À medida que descemos nesta escala de prioridades, decrescem também as vezes em que fazemos amor. Porque a criança chora, o cão precisa de ir fazer chichi, qualquer razão é boa para adiar o sexo. Não sei se é assim em todos os casos, mas já fui confessor de idêntica condição, a de parceiro dispensável. Quem quiser partilhar a sua experiência, dizer de sua justiça, tem a caixa de comentários aberta. Pode fazê-lo anonimamente, que sei bem que as questões de alcova são matéria sensível.

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2 comentários

De Anónimo a 27.02.2012 às 00:42

eu sempre disse que nunca hei-de casar. E neste post vejo mais um motivo para isso!

De Fernando Lopes a 27.02.2012 às 00:59

Cada experiência, como cada casamento é singular. Não sei se o que descrevo é o padrão. De qualquer forma, hoje em dia ninguém se casa. A coabitação é uma belíssima alternativa ao casamento, exceptuando as questões legais, como falecimentos, pensões e quejandos, que só se colocam à malta de meia-idade como eu.

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