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Invasão sem armas

por Fernando Lopes, 13 Fev 12

 

Ontem, com a Grécia a ferro e fogo, não pude deixar de me sentir solidário. O povo grego está a ser vítima do maior roubo da  história recente. Privado de direitos e de dignidade. Ao ler as notícias, qualquer ser humano minimamente inteligente se apercebe da "incumpribilidade" do programa imposto. Diminuição de salários, despedimentos em massa, foge ao meu entendimento em que medida este círculo vicioso e viciado pode contribuir para o eventual crescimento da economia. A receita parece-me ter o objectivo inverso. Pilhar tudo o que for possível, abocanhar o filet-mignon das empresas gregas, garantir a salvação dos credores e posteriormente declarar uma "falência controlada", quando já nada houver para tomar posse. Ao analisar esta autofagia da Europa vejo os gregos como a vanguarda que antecede Portugal. Resta-nos  aguardar se esta componente de crime e castigo se aplicará também a Portugal ou se por algum milagre da Nossa Senhora de Portas conseguiremos escapar a esta invasão sem armas.

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1 comentário

De MManel a 14.02.2012 às 12:31

A ponta do icebergue...

Mais de uma década depois, começa-se a pagar a fatura real das contas mal feitas da conversão do dracma e do escudo em Euro, embora o caso grego seja muito mais grave do que o nosso, porque o câmbio não foi real, mas empolado.

O que quero eu dizer?


O câmbio foi mal feito - um euro não podia ser 200,482 escudos nem 350 dracmas, por que a nossa moeda não tinha este valor real (devia ter sido tipo 250 escudos - euro e para aí 500 dracmas - euro).
A consequência é que os custos internos tiveram um aumento imediato e as margens foram sendo absorvidas. Todos sabemos que a maioria dos bens produzidos em Portugal são mais caros que os que produzidos em Espanha, Itália ou França (esqueci a China de propósito, porque aí o problema é outro).

Agora só resta tentar fazer aproximar o salário real (o que se produz) ao que as empresas podem realmente pagar. Não era preciso baixar o salário se se consegui aumentar a produção com os mesmos custos, mas isso é muito difícil de explicar a quem só defende o seu ponto de vista e não se sente parte de uma realidade geral. As empresas não conseguem cobrir os custos internos porque os preços do mercado global são inferiores aos necessários para a sobrevivência das empresas portuguesas e gregas e acabam por fechar.
Passa-se de não aumentar a produtividade para a produtividade zero, e remunerada à mesma, durante dois ou três anos.

Voltar atrás? impossível. Quem tivesse um empréstimo de € 50 000,00 não teria umadívida de 10 000 contos, mas para aí de 13500, porque o valor da nossa economia entretanto baixou e já nem os 250$ euro eram o real.

Não é muito fácil entender, mas os inteligentes do Governo do Guterres que fizeram as contas - Braga Macedo e outros - é que podiam tentar explicar a m#*%! que fizeram. Contudo continuam alegremente a ter grandes cargos e a comer à nossa custa.

Infelizmente, só a história os tratará devidamente quando comentar a época atual.

A nós só nos resta amargar.

Grécia: consultar
http://www.europarl.europa.eu/sides/getDoc.do?type=QT&reference=H-1999-0680&language=PT




Bjs


MManel

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