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Pois não. Até parece que se aborta como quem vai ao café. Tenho para mim que tal situação deve ser extremamente dolorosa para qualquer mulher. Se as há que recorrem frequentemente ao aborto, a falta de informação pode ser o problema. E que tal em vez de cobrar taxas moderadoras, usar o dinheirinho na informação e pedagogia destas senhoras? Poupava-se de uma vez só o dinheiro da taxa moderadora, a morte do feto e o incómodo ao sr. dr. Estas atitudes tomadas por profissionais da saúde são sempre alarmantes. Querem taxar em vez de informar e ensinar. E o número de IVGs é de facto chocante, mas o sr. dr. preocupa-se com as causas por detrás do aborto? Não crescerá também por dificuldades financeiras e problemas familiares? Qualquer dia também é sugerido o cartão queca para os pobrezinhos, esses desgraçados que nem métodos anticoncepcionais sabem usar e vão incomodar os srs. drs.

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1 comentário

De M Manel a 18.05.2011 às 10:15

Há algumas realidade que muitas pessoas desconhecem (felizmente) quanto ao aborto.
Contrariamente ao que era esperado, e de uma forma geral,a prática de um aborto voluntário não leva a procurar meios anti-concepcionais de uma forma mais esclarecida.
Desde sempre, este foi encarado como um modo natural de não ter filhos, para algumas mulheres (a minha mãe que foi mais de 35 anos enfermeira no Centro de Saúde da Batalha, freguesia da Sé - Porto, pode nomear bastantes casos).
Contudo, actualmente, há uma protecção intrínseca a quem opta por esta solução - quer o aborto seja involuntário ou voluntário, a mulher que aborta tem direito a 30 dias de baixa, e recebe por inteiro (e não a 65% como por doença) o subsídio por doença, sendo por isso superior a um mês de salário, livre de descontos.
Como o método de provocar o aborto é químico, não envolvendo grande "violência física", não será fácil para uma equipa hospitalar explicar o que realmente está em causa, relativamente ao antes, durante e depois, uma vez que finalmente estamos reduzidos a dois ou três comprimidos, anti-concepcionais, do dia seguinte, ou dos meses seguintes

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