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Inquietude

por Fernando Lopes, 6 Mai 11

Às vezes acordo com uma música na cabeça. Nada que tenha ouvido na rádio ou em casa, mas memórias, fragmentos de letras ou de sons que de alguma forma são significantes para mim. Hoje, acordei com uma velha melodia dos Talkings Heads, que caracteriza, de alguma foram as encruzilhadas em que involuntariamente me coloco. Nunca fiz grandes planos de vida, sempre segui a corrente. Essa corrente levou-me a uma filha que amo, uma mulher que, mais do que uma companheira, já é um bocado parte de mim. Bens materiais de uma confortável mediania, que me permitem um futuro relativamente seguro e tranquilo. E no entanto ... persegue-me esta inquietude, uma sensação de que me falta algo. Como na música, tudo pode mudar, a nossa estabilidade é precária, mas como é que cheguei aqui? Porquê esta falta de algo que não sei o que é, nem como definir?


And you may ask yourself
What is that beautiful house?
And you may ask yourself
Where does that highway go?
And you may ask yourself
Am I right?...Am I wrong?
And you may tell yourself
MY GOD!...WHAT HAVE I DONE?

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1 comentário

De Fenix a 06.05.2011 às 23:37

Se o Fernando for um gajo estranho, eu também sou uma gaja estranha, pois essa letra do Variações, "adoptei-a" desde o seu lançamento, por me identificar demais com ela...

A natureza é composta por opostos.
E nós somos também natureza. Cabe a cada um de nós encontrar o nosso ponto de equilíbrio. Conversarmos connosco, mimar-mo-nos. E se for possível tentar compreender e se possível amenizar os problemas dos
que nos rodeiam. Vai ver que as nossas inquietações nos vão parecer muito menores.

E agora, como quem conta um conto para adormecer, vou deixar-lhe um excerto do livro “Humanizar a Terra”, de Silo:

"...Se por acaso te imaginas como um bólide fugaz que perdeu seu brilho ao tocar esta terra, aceitarás a dor e o sofrimento como a natureza mesma das coisas. Mas, se acreditares que foste lançado ao mundo para cumprir com a missão de humanizá-lo, agradecerás aos que te precederam e construíram trabalhosamente teu degrau para continuar na ascensão.

Nomeador de mil nomes, fazedor de sentido, transformador do mundo... teus pais e os pais de teus pais se continuam em ti. Não és um bólide que cai mas uma brilhante seta que voa para os céus. És o sentido do mundo e quando esclareces teu sentido iluminas a terra. Quando perdes teu sentido, a terra se obscurece e o abismo se abre.
Te direi qual é o sentido de tua vida aqui: humanizar a Terra! Que é humanizar a Terra? É superar a dor e o sofrimento, é aprender sem limite, é amar a realidade que constróis.

Não posso pedir-te que vás além, mas também não será ultrajante que eu afirme: “¡Ama a realidade que constróis e nem sequer a morte deterá teu vôo”!”.

“Não cumprirás com tua missão se não pões tuas forças em vencer a dor e o sofrimento naqueles que te rodeiam. E se conseguires que eles por sua vez empreendam a tarefa de humanizar o mundo abrirás seu destino para uma vida nova”.

Abraço solidário
;)

Ana

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