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Japão

por Fernando Lopes, 15 Mar 11

Nenhum de nós pode ficar indiferente à catástrofe do Japão. Na sociedade da prevenção, a natureza agiu com uma força desmesurada, esboroando os planos de segurança do país. Às vezes recebemos estas lições de humildade. Ainda recentemente tinha estado a ver no Discovery, um programa sobre a arquitectura nipónica, que os próprios consideravam, justificadamente, a única no mundo preparada para resistir a grandes sismos. De nada adiantou. Depois do maremoto, segue-se a catástrofe nuclear. Sei que este post está pleno de trivialidades, mas a construção anti-sísmica e o nuclear são colocados em questão por fenómenos que desconhecemos e somos incapazes de prever. Reduz-nos à frágil condição humana. Dá que pensar, como a nossa melhor ciência e técnica, podem ser questionadas por um simples fenómeno natural. A deslocação de duas placas tectónicas.

P.S. - Com a tragédia nuclear que se avizinha, é uma boa altura para debater se o que pagamos a mais pela nossa energia compensa a opção pelo não atómico. Eu prefiro viver sem esse pesadelo por perto, embora não seja totalmente insensível ao quanto energia barata pode ser importante para a indústria.

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1 comentário

De Fernando Lopes a 15.03.2011 às 21:45

Ana,

Não!! Mas compreendo as razões do industriais. Para nós um "ligeiro" sacrifício, mas para eles é um peso que retira competitividade. Se analisarmos, todas as potências industriais dependem do nuclear para serem mais competitivas.
Já acrescentei duas linhas ao post para ficar mais claro. Eu sou um rapaz das renováveis!! Nada se perde, nada se cria ...

Abraço,
Fernando

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