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Para um leigo em economia recessão gera baixa de consumo. Consequentemente menos impostos e menos receita. O menu do FMI/FEEF/BCE não está a dar resultado na Grécia. Pelo contrário só desperta a voragem dos "mercados" por novas presas.

Se os europeus não querem uma Europa a várias velocidades têm de dialogar. Temos países em situação idêntica à nossa e nunca se viu a procura de uma solução comum. Os até agora intervencionados nunca se reuniram para debater problemas ou possíveis soluções. Nesta Europa do "salve-se quem puder", Portugal, Grécia e Irlanda ficaram presos a uma moeda comum que não podem desvalorizar.

Temos vizinhos que míopes apenas se preocupam com o seu umbigo, adiando ad eternum um inevitável caminho de unificação sócio-económica e política, que a curto prazo será necessária não só para a sobrevivência dos periféricos, mas também do eixo franco-alemão. Tardam em compreender que as desigualdades são a génese das revoltas. A mais do que previsível reestruturação da dívida grega será provavelmente o primeiro passo para o debilitado edifício europeu ruir como um baralho de cartas.

Se os líderes não souberem assumir as suas responsabilidades e se mostrarem incapazes actuar como um todo, serão as Moody's deste mundo a mandar na velha Europa. Mas isto é um cidadão simples a pensar ... Pensem comigo e participem com a vossa opinião.

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1 comentário

De Fernando Lopes a 26.05.2011 às 23:12

Ana e Manel,

Os vossos comentários são mais incisivos e um contributo bastante melhor do que o post em si, que se limita a reflectir e constatar o óbvio.

Mas, infelizmente, tanto num caso como noutro bastante catastrofistas.

O que para mim como leigo é um paradoxo. Se produzimos como um todo mais riqueza, não estará na hora de afogar os tubarões da Maria Manuel e dar um sentido à vida e à sociedade, fazendo o bem-estar chegar a mais pessoas?!
Como é que o mundo se pode perpetuar gerando assimetrias cada vez maiores? Não estarão os tubarões da alta-finança a ser autofágicos?

Só encontro perguntas, e as respostas económicas e políticas parecem-me cada vez mais distantes desta realidade que sentimos e do futuro que intuímos.

Beijos às meninas e obrigado por me terem posto a pensar.

Fernando

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