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Ainda os Deolinda ...

por Fernando Lopes, 5 Fev 11

A esquerda caviar encontrou o hino que faltava. A direita a justificação para a liberalização dos despedimentos. A esquerda a luta contra os "instalados burgueses". A direita a coberto do apoio à juventude renova as suas empresas com mão de obra barata.

Lançar novos contra velhos, empregados contra precários, é o objectivo (não muito) escondido. Para eles (por eles, entenda-se quem nos governa e quem nos emprega) a "guerra" traduz-se em produzir mais, minorando os custos do trabalho. Ninguém se lembrou que alguns destes sacrificados estudantes são impreparados ou licenciaram-se em especialidades para as quais não existe mercado de trabalho. Estudaram em universidades de má fama. À la Sócrates. Sempre houve e sempre haverá maus trabalhadores. Acomodados. Habituados a anos e anos de serviços mínimos. O que há a fazer é não entrar em dicotomias parvas. Exigir melhores e mais justas condições para todos. Lutar para que a distribuição de rendimentos do trabalho seja mais equitativa .
Sem demagogias geracionais.

Um grande número de pais ambicionou (legitimamente) ter os seus filhos doutores fosse no que fosse. Esqueceram-se que hoje em dia um electricista ambicioso e trabalhador ganha mais do que a grande maioria dos doutores.

Já disse. Agora podem distribuir porrada à vontade.

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1 comentário

De Fernando Lopes a 05.02.2011 às 15:31

Ana,

A não ser em áreas tecnológicas as faculdades estão completamente desadaptadas à realidade laboral.
É uma intuição, não uma certeza, que já la passei há mais de 20 anos.
E o adversário é comum às gerações, não se pode colocar esta guerra como uma guerra geracional.

Cito o meu professor de Lógica, já falecido, o Prof. Sardo:
- Estudei nas melhores universidades do mundo, tive os melhores mestres do mundo. Não me serviu para nada! Não sei nada!

Dizia ela com uma humildade e um sentido de humor muito peculiares.


Abraço,
Fernando

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